quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mágica: A arte da alegria e encanto nas ruas de Manaus


O ilusionista usa suas habilidades para transformar e encantar


O mágico Alexandre Lopes - Foto: Larissa Santiago/Amazon Sat
 
MANAUS – Ilusionismo e mágica são artes que tornam o impossível em realidade diante de um público. O mágico usa habilidades e agilidade com as mãos para transformar e encantar. O Portalamazonia.com entrevistou Alexandre Lopes, que realiza sessões de ‘Mágica Close-Up’.
 
Nascido na capital do Amazonas, Alexandre, foi ainda pequeno para São Paulo. A mágica entrou em sua vida de surpresa. “Fiz um curso de bartender e durante as aulas recebemos lições de mágicas para usar como estratégia de venda. Quando aprendi as técnicas não quis mais saber do curso e procurei me aperfeiçoar na arte da ilusão. Depois de um tempo entrei para associação de mágicos. Retornei para Manaus e comecei a fazer truques para eventos”, explicou.
 
Sobre as ‘magias’ aprendidas durante sua estada em São Paulo, procurou se especializar e conhecer todas as vertentes da arte. “Eu tenho especialidade em Pitch Pocket, ou seja, tirar objetos das pessoas como relógios, gravatas ou anéis. E faço também magia variada, e claro, tem o embaralhamento de cartas. Gosto de fazer as coisas com espontaneidade, para que o público possa se questionar”, informou.
 
Alexandre realizando truque na Praça da Saudade em Manaus - Foto: Larissa Santiago/Amazon Sat
 
Para os profissionais que praticam a modalidade ’Close Up’  é necessário treino e concentração. Uma vez que os espectadores estarão próximo ao mágico quando a mágica for acontecer. “Eu gosto de ver a reação das pessoas, a sensação de surpresa e expectativa para ver a magia acontecer em sua frente. O engraçado é que cada um interpreta o truque de sua maneira, mesmo que ele suspeite como é que foi realizado aquilo”, contou Alexandre.
 
Apesar da prática diária, o mágico informou que os truques também podem falhar algumas vezes. E a estratégia usada por ele é simples. “Eu paro a mágica na hora e começo outra e a galera fica tão concentrada que acaba esquecendo. A dica é uma: não fique nervoso, os espectadores percebem no mesmo momento. Mas também é preciso de muito treino e sempre se atualizar sobre tudo o que acontece”, aconselhou.
 
Alexandre acredita que o espaço para mágicos e ilusionistas na região é grande, mas falta informação aos interessados. “As pessoas não tem muito conhecimento. Conheço várias feras que não possuem oportunidade de lapidar os seus talentos. Fora que o material de mágica é muito cara, sem contar que em Manaus não existe uma associação para os artistas. Eu não me vejo fazendo outra coisa, a mágica me completa. Eu digo que não é uma profissão e sim uma arte”, encerrou.

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